ANPAC - Bento Fernandes/RN


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Nós somos a ANPAC – Associação Norte-Riograndense de Prestadores de Serviços Técnicos Assessoria e Consultoria, com atuação nas áreas da agropecuária, empreendedorismo, informática, educação, ensino profissionalizante, saúde, assistência social e desenvolvimento sustentável.

 

 

 

BREVE HISTÓRICO

A ANPAC surgiu da ruptura com sistemas pré-existentes.

 

 

O PRINCÍPIO

A CRISE INSTITUCIONAL

A RECONSTRUÇÃO

DA RUPTURA SURGE A FUNDAÇÃO DA ANPAC

NOVA ANPAC AGROPECUÁRIA

 

O PRINCÍPIO:

A história da ASSOCIAÇÃO NORTERIOGRANDENSE DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS, ASSESORIA E CONSULTORIA – ANPAC teve início, verdadeiramente, por volta de 1997/1999, quando eclodiu em toda a região a luta pela reforma agrária e a busca de soluções, por parte da população, através dos movimentos sociais e, de forma particular, do associativismo.

Nesse período, surgiram diversas Associações de Produtores Rurais dos Assentamentos de Reforma Agrária, além de Associações urbanas, todas com o objetivo comum de combater as desigualdades sociais, o elevadíssimo índice de desemprego e miséria e o êxodo rural crescente, provocado pela falta de oportunidades na região que, estupefata, experimentaria um índice populacional negativo, enquanto as grandes cidades do sul e sudeste do país passavam pela experiência de um impressionante e incontrolável inchaço, levando os governos locais a pagar passagens e despesas para que famílias inteiras pudessem retornar ao Nordeste.

Os futuros integrantes da ANPAC, nesse período, participaram de ações tais como:

ü Implantação de Projetos de Bovinocultura Leiteira, Caprinocultura e Ovinocultura com o objetivo de geração de renda para as famílias beneficiárias;

ü Implantação de Projetos de Construção de Cisternas Domiciliares e implantação de sistemas de distribuição de água, com dessalinizador acoplado a poço artesiano, visando solucionar o problema comum da falta d’água nesta parte da região nordestina;

ü Implantação de uma Fábrica comunitária semi-artesanal de Produtos de Limpeza Domissanitários e de uma Fábrica comunitária de Confecções, via facção, no intuito de reduzir o índice de desemprego e gerar renda familiar;

ü Construção da Proposta Pedagógica da Região do Mato Grande, que serviria de modelo para a construção das propostas das demais regiões, com base nos preceitos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s);

ü Implantação e gestão de projetos sociais voltados para a assistência à infância, à adolescência e à juventude;

ü Implantação de Projetos de Piscicultura em Tanques e de criação de galinha caipira, objetivando melhoria na renda familiar e na alimentação das famílias beneficiárias.

 

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A CRISE INSTITUCIONAL:

Já por volta do final de 1999, entrando para o ano 2000, o Associativismo, em toda a região do Mato Grande, Litoral Norte e parte do Potengi experimentavam um rápido processo de colapso, o qual apontava o falecimento de todas as idéias que provocaram o surgimento destes movimentos sociais.

Ao se analisar as causas de tal fenômeno, observava-se que alguns fatores negativos se sobressaiam, predominando sobre os demais:

I – a DESINFORMAÇÃO, visto que, na pressa de se fundar Associações, os idealizadores da idéia não pararam para pensar na possibilidade da capacitação dos atores envolvidos com estas entidades, que assinavam papéis às cegas, sem saber o que estavam fazendo, sem conhecer quais os direitos e deveres de uma pessoa jurídica perante as instâncias municipal, estadual e federal, dentre tantos outros itens de suma importância;

II – o ISOLAMENTO, que condicionava as dezenas, senão centenas, de Associações fundadas na época a coexistirem de forma paralela, cada qual no seu próprio universo, mergulhadas na singularidade, aprisionadas por seus próprios problemas, ignorantes que eram de fatos tão simples tais como o saber que a Associação do lado poderia ter a resposta para um drama reinante em suas comunidades; e

III – a FALTA DE UMA ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE QUALIDADE E DE COMPROMISSO, que viesse solucionar o problema da desinformação com a luz do conhecimento interativamente partilhado e derrubar o problema do isolamento pela construção coletiva de canais de comunicação e pontes bilaterais de encontros, tecendo intercâmbios entre as várias entidades.

A ausência dessa Assistência Técnica de qualidade e de compromisso provocou danos profundos nas instituições existentes, muitas delas recém criadas, porquanto os profissionais e as empresas que exerceram tal função na região provocaram um verdadeiro rastro de destruição, enquanto buscavam tirar proveito financeiro das populações ignorantes, trazendo projetos, mas não exercendo o papel da prestação de contas, atuando no meio das Associações, mas ignorando que as mesmas, por terem personalidade jurídica, tinham e tem responsabilidades com a Receita Federal, com o INSS, com o FGTS, com a Fazenda Estadual e com o Tesouro Municipal.

O caos estava instalado, com a virada do ano 2000 para 2001 contabilizando quase 100% de inadimplência das instituições.

 

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A RECONSTRUÇÃO:

A partir do ano de 2001, alguns profissionais que mais tarde fundariam a ANPAC, iniciavam uma luta silenciosa e sem quartel na tentativa de EVITAR A FALÊNCIA DO ASSOCIATIVISMO, o qual se encontrava mergulhado na crise institucional já descrita.

Prefeituras foram chamadas a colaborar, o que levou a se descobrir que os Prefeitos, em sua maioria esmagadora, não têm interesse em que o povo se organize e adquira conhecimento. Vereadores foram conclamados a participar, mas se omitiram. Deputados Estaduais foram provocados em se envolver com a libertação de seus eleitores, mas sequer deram resposta. Até mesmo Senadores, no Planalto, foram convidados a dar a sua parcela de contribuição, respondendo com a comodidade do silêncio. Conclusão: esta categoria de seres humanos tem a tenebrosa visão de que só conseguem construir a sua sobrevivência, o seus status, o seu lugar ao sol, às custas da escarnecedora exploração das massas pobres (quanto mais miseráveis, melhor), sem conhecimento (quanto mais cegas, melhor) e sem iniciativas (quanto mais alienadas, melhor).

Do final do ano de 2003 para o início do ano de 2004, os esforços foram coroados de sucesso, no município de Bento Fernandes/RN, com a criação de uma instância representativa das entidades comunitárias locais, que culminaria com a criação do FÓRUM DE ASSOCIAÇÕES COMUNITÁRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL, agremiação de caráter consultivo e deliberativo, apoiada por mais de 500 (quinhentas) famílias, as quais somam mais de 2.500 (duas mil e quinhentas) pessoas, composta por representações de diversas Associações que, juntas, com a assessoria de integrantes do grupo que mais tarde constituiria a ANPAC, desencadeariam ações com o objetivo de solucionar os problemas comuns, algumas das quais destacamos a seguir:

ü Revitalização do Associativismo;

ü Construção de parcerias (Governo Municipal, Governo Estadual, UFRN);

ü Realização de Festival de Prêmios, além de sistema de contribuição voluntária de recursos financeiros dentre os próprios beneficiários, com o objetivo de levantar fundos;

ü Aplicação destes recursos na solução dos seguintes problemas: a) Regularização da situação cadastral junto ao INSS, FGTS e Receita Federal; b) realização de Prestação de Contas de Convênios (em atraso); c) atualização dos Estatutos Sociais em alinhamento com as normas do Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS e Código Civil Brasileiro; d) Registro das Associações afiliadas ao FÓRUM no Conselho Municipal de Assistência Social; e) Registro das Associações afiliadas ao FÓRUM no Conselho Nacional de Assistência Social;

ü Implantação de Projetos de Apicultura Orgânica e revitalização de Projetos de Piscicultura em Tanques Terra;

ü Envolvimento e sensibilização da UFRN e do Governo do Estado na solução de problemas comuns a toda a Região.

 

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DA RUPTURA SURGE A FUNDAÇÃO DA ANPAC:

Onde a luz alumia, as trevas fogem, aonde o conhecimento chega, a ignorância desaparece.

Embora na prática esse processo de transição das trevas para a luz e da ignorância para o conhecimento possa ser lento, se existirem sinceridade e firmeza de propósitos nas ações, os frutos podem começar a ser colhidos em tempo não tão longo, mesmo sob o pressuposto de que o processo de aperfeiçoamento não termina, mas, pelo contrário, deve necessariamente seu curso normal e ininterrupto.

 O FÓRUM DE ASSOCIAÇÕES foi fundado em meio a muita discussão, muitos debates, muitas análises conjunturais, muitas tomadas de decisões, em cada comunidade, em cada Associação e no colegiado representativo, o que veio a produzir muito conhecimento, coisas que estavam a um palmo do nariz sem serem vistas, agora passaram a ser compreendidas e essas descobertas não ficaram retidas nas mãos de alguns, pelo contrário, passaram a ser propriedade coletiva.

No calor do desenrolar das ações e das descobertas que se seguiram, se destacaram de maneira especial, dois clamores das comunidades participantes do FÓRUM:

1º) O fato consumado da contribuição negativa de empresas de assistência técnica, cujo único objetivo se configurou em explorar financeiramente essas comunidades para depois abandoná-las na inadimplência, deixando atrás de si um verdadeiro rastro de destruição para, depois, declarar falência e, então, voltar ao mesmo cenário travestidas com outra razão social e outro CNPJ;

2º) A necessidade urgente da existência de uma assistência técnica diferenciada, comprometida com o processo de desenvolvimento sustentável da região, sensível às necessidades dessas populações.

Esses dois clamores sociais culminaram com a descoberta de que eles, povo, agricultores e agricultoras familiares, poderiam tomar posição e fazer a sua própria história acontecer, de acordo com a vontade coletiva, sem amarras, sem grilhões, sem viseiras.

O CONHECIMENTO E AS DESCOBERTAS PRODUZIRAM A RUPTURA COM SISTEMAS PRÉ-EXISTENTES DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA.

Para preencher o vazio produzido pelas tomadas de decisões, as comunidades reunidas, representadas pelo FÓRUM DE ASSOCIAÇÕES, convocou para uma Assembléia Geral Extraordinária parte do grupo de profissionais que hoje compõem a ANPAC e lançaram o desafio para que esse grupo tomasse sobre si essa responsabilidade.

Daí se consolidou o grupo que já atuava desde muito tempo, algumas vezes em conjunto, algumas vezes isolados e, então, se constituiu a ANPAC:

ü saído de dentro desse movimento;

ü responsável pela sua existência;

ü comprometido com a multiplicação de sua essência.

A partir de então a ANPAC se sobressaiu, replicando a criação do FÓRUM DE ASSOCIAÇÕES no município de São Bento do Norte e, ali, assumindo a tarefa de buscar saídas para o problema ambiental no PA Baixa da Quixaba, naquele município, produzindo documento que serviu de base para acionamento da justiça em nível estadual e federal, tendo em vista dois processos que correm sobre a matéria, um na 3ª Vara Federal de Justiça, em Natal/RN, e outro que se inicia no Fórum da Comarca de São Bento do Norte/RN.

 

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NOVA ANPAC AGROPECUÁRIA:

Hoje, passado o período da infância relativo aos 04 (quatro) primeiros anos de existência, a ANPAC passa por um processo de completa reestruturação, o que tem desagradado profundamente a alguns atores que se tem afastado, certamente por não estarem aptos para assumir a nova postura da entidade, que não é outra, senão a primeira, apenas com o diferencial da correção de algumas falhas detectadas no período inicial, concernente a disparidades entre objetivos planejados e atividades realizadas por quem de direito, discurso proferido e ação executada por quem de direito, meta determinada e anunciada e resultados alcançados em virtude das atividades/ações levadas a efeito por quem de direito.

Esse processo de reestruturação passa pela composição de uma nova equipe, nova Diretoria, novo Estatuto, melhoramento infra-estrutural, proposições/perspectivas bastante adiantadas de instalação de escritórios remotos (inclusive em áreas onde a ANPAC não concorrerá a Licitação de ATES, como por exemplo: a. Poço-Branco; b. Caiçara do Rio dos Ventos; c. Bom Jesus; d. Senador Elói de Souza; e. Lagoa de Velhos; f. São Bento do Norte; dentre outros), que objetivarão: a) cobertura eficiente de um raio de ação mais distante do Escritório Central (no caso dos escritórios localizados no Território Borborema, o raio de ação alcançará o município de Santa Cruz e adjacências, em parceria com o BNB – Agência Santa Cruz); b) atendimento mais ágil e personalizado ao público-alvo existente nessas áreas; c) redução dos custos.

 

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Revisado em: 01/08/2009 12:27:58 .